Sigmund Freud: conheça o pai da psicanálise

Postado em 19 de setembro de 2016
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Sigmund Freud: conheça o pai da psicanálise

A psicanálise é hoje uma das principais vertentes teóricas que baliza práticas de análise e terapia em todo o mundo. No entanto, isso não teria sido possível sem a insistência de Sigmund Freud em demonstrar a dinâmica do inconsciente em uma época em que se acreditava que explicações fisiológicas dariam conta de explicar todos os fenômenos psíquicos, revolucionando, dessa maneira, os estudos da mente humana.
Conheça nesse post um pouco mais sobre a história do pai da psicanálise!

Biografia

Sigmund Freud nasceu em 6 de maio de 1856, na cidade de Freiberg, na Áustria — atualmente cidade de Pribor, República Tcheca — e mudou-se ainda criança com seus pais para Viena. Estudou Medicina na universidade de mesmo nome da cidade, graduando-se no ano de 1881. De origem judaica, Freud deixou seu país em 1938 — um ano antes de sua morte — e radicou-se em Londres por conta do anexo da Áustria pelos nazistas.

Primeiros estudos

Médico neurologista, Freud especializou-se em tratamentos para pessoas com transtornos mentais.
Em suas pesquisas iniciais de Freud, dois outros médicos foram referências muito importantes: Jean-Martin Charcot (1825-1893), renomado médico francês especialista em enfermidades mentais, com quem estudou, e Josef Robert Breuer (1842-1925), outro médico parceiro na produção acadêmica.
Na experiência com Charcot, Freud se aprofundou nos estudos sobre o método hipnótico, que utilizava muito nos seus primeiros anos de clínica, e com Breuer realizou suas primeiras pesquisas na área e publicou seus primeiros estudos.
Com base em vários casos clínicos que tratava, Freud descobriu que algumas alterações físicas, paralisias, alterações na visão e na fala, algumas alucinações e mudanças de humor — problemas até então inexplicáveis — tinham causas psíquicas e não fisiológicas.

A cura pela palavra

Em seus primeiros anos de trabalho, Freud baseou-se na hipnose como método para determinar a origem e o tratamento desses transtornos até então inexplicáveis. Essa prática consistia em conduzir o paciente a um estado inconsciente, levando-o a recordar a experiência que deu início ao processo traumático. Descarregando as emoções, os pacientes conseguiam livrar-se dos traumas.
Tempos mais tarde, Freud substituiu o procedimento catártico pelo da investigação do curso espontâneo dos pensamentos, passando a trabalhar com o método da associação livre, muito utilizado em vários tipos de terapia até os dias de hoje.
Assim, Freud começou a desenvolver o método psicanalítico que tinha como base sua experiência com a interpretação dos sonhos e associação livre na clínica. Por meio dessas técnicas, o médico pesquisador descobria que a tomada de consciência de sentimentos reprimidos fazia com que os sintomas desaparecessem.

Resistências

Mas o reconhecimento e a fama não foram fáceis para o pai da psicanálise. Freud enfrentou muita resistência por parte de seus colegas médicos, que se recusavam a compreender a psicanálise como ciência.
As postulações do médico eram muito chocantes para a sociedade do final do século XIX e início do século XX. Reconhecer a estrutura mental humana para além de seus componentes físicos não era algo bem aceito pelos seus pares na época. Por mexer com valores morais muito arraigados para a sociedade da época, a teoria de Freud era algo escandaloso.

Estrutura psíquica e desenvolvimento humano

Com base em seus estudos, Freud propôs um modelo de estrutura psíquica a partir de três instâncias fundamentais: id (o inconsciente), ego (a consciência) e o superego (a moral e os valores da sociedade).
O médico também formulou uma teoria do desenvolvimento humano do ponto de vista psíquico, estabelecendo várias etapas do desenvolvimento por meio das quais o ser humano estrutura o seu aparelho psíquico.
Freud escreveu livros que até hoje são utilizados como base na psicanálise. Dentre os mais famosos estão “Estudos sobre a Histeria”, “Totem e Tabu” , “Id e Ego” e “A interpretação dos sonhos”.
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